Centro de Memória e Integração Cultural recebe exposição “Arte Ingênua Naïf da 3ª Idade”

Centro de Memória e Integração Cultural recebe exposição “Arte Ingênua Naïf da 3ª Idade”

cemic santana de parnaibaEstá em cartaz no Centro de Memória e Integração Cultural Capitã Bertha Moraes Nérice (CEMIC), a exposição “Arte Ingênua Nacïf da 3ª Idade”. Organizada pelo Clube Amizade, entidade assistida pela Prefeitura – a mostra visa apresentar trabalhos de cinco integrantes do grupo, participantes da Oficina de Vivência.

Sob curadoria de Liliane Dornelas, coordenadora da Oficina, a exposição traz obras em tintura acrílica e conceituada na Arte Naïf, estilo a que pertence à pintura de artistas sem formação sistêmica.

“Ao oferecermos o ambiente adequado, conduzimos cada participante ao caminho de volta a si mesma, numa viagem às suas histórias passadas onde cada lembrança é valorizada. Nas aulas, eles exprimem suas emoções, usando diferentes materiais artísticos: guache, giz de cera, carvão e tinta acrílica”, explicou Liliane.

Os trabalhos podem ser conferidos até o dia 09/10. Com entrada franca, o CEMIC está localizado no Largo da Matriz, 49, Centro Histórico e funciona de segunda a sexta-feira, das 09h00 as 16h00 e sábados e domingos, das 11h00 as 17h00. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 4154-6251.

Perfil dos artistas:


Benedita Julia de Oliveira

Natural de Fartura, interior de São Paulo, 60 anos, se expressa sem censura, usando camadas de cores vivas, em pinturas marcantes, onde retrata a natureza de uma forma livre, vigorosa e mágica.
"O que mais gosto é pintar o Sitio Itararé, onde vivi até os seis anos de idade e tive os dias mais felizes da minha vida”.


Maria Neuza das Virgens

Tem 61 anos. Busca inspiração em Nanuque, Minas Gerais, cidade onde nasceu e principalmente no Pará, vivenciou os melhores momentos de sua vida. Suas pinturas são ricas em detalhes de suas lembranças.
"Depois que a gente começa a pintar, muda o nosso jeito de ver as coisas”.


Noeme Rocha Rossoni
Na Bahia onde nasceu, brincava no rio e fazia doces pra conseguir dinheiro pro vestido novo para ir à quermesse. Hoje, aos 59 anos, traz a alegria das situações inusitadas em suas obras cheias de detalhes.
“Sou apaixonada pelo que faço. Fazer parte de um grupo especial, muda a vida da gente”


Olímpia Rodrigues Silva e Coqueiro,
Nasceu em Itauçú, Bahia, brincando nas árvores da fazenda. Aos 86 anos, descobriu sua capacidade de retratar as lembranças dos momentos felizes com crianças e família.
“Eu nunca tinha pintado na minha vida, aí a Liliane colocou uma música e pediu para eu relaxar. Meus pensamentos foram parar na fazenda de papai. Eu me lembrei da árvore, uma Primavera, que tinha no quintal, que suas imensas raízes serviam de esconderijos nas horas das brincadeiras...”

Créditos:
Fotos: Zegue Sales
Texto: Regiane Castanon MTB nº46. 780

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