Leandro Daher

Quando o CASA era minha casa

Quando o CASA era minha casa

Na minha página de uma rede social fiz então a pergunta:
Tenho saudades dos bailes de Carnaval no CASA. E você do que sente mais saudades em Parnaíba? 

Diversas foram as respostas, mas quase em sua totalidade, concordaram comigo que também sentem saudades dos tempos dos bailes do CASA. Não vou aqui entrar em detalhes os quais desconheço e somente suponho, pois o “achismo” só funciona bem quando se aposta na loteria. Hoje quero relembrar momentos de quando o CASA ainda era como minha casa.

Era quase um ritual, tínhamos então um bom carnaval de rua, que claro, todo parnaibano curtia nem que fosse vendo ao longe. No meu caso e da minha turma, brincávamos realmente o carnaval, e o momento mais esperado era a ida aos bailes do Clube Atlético Sant’Anna. O ritual se iniciava com brincadeiras na rua, tomar um banho, alimentar-se e descer para o Clube.

Tenho na memória inúmeras passagens e divido agora algumas delas, na esperança que despertem as lembranças dos que, assim como eu, viveram esses momentos e para os mais jovens, quiça uma vontade.

Zezinho Scarpa e Fernanda Biscuola - CASACombinamos então de irmos todos fantasiados de FARAÓS, e com as fantasias devidamente compradas, na casa de uma amiga logo em frente, lá íamos nós para o famoso aquecimento. Aquecimento esse que durava até ouvirmos os primeiros acordes da então Banda do Marcião. A referida banda, não consigo até hoje descrever, afinal de contas eles agitavam a galera e entre uma marchinha e outra, o Marcião (vocalista) soltava um sonoro “Bota pra f...er!”. Todos, em um transe que muitas vezes era completo devido o “garapão do Bode” (proprietário do bar e inventor da bebida, sócio do Pacheco, seu irmão). A combinação perfeita da bebida com o talentoso vocalista levava a todos pedirem por um intervalo, pois a bebida facilitava as dancinhas, que misturavam desde o frevo e o maracatu, passando pelo samba e terminado em uma retomada de fôlego. E lá íamos nós para o bar, que era por si só uma segunda atração. A noite seguia com alegria, pontuada com algumas loucuras. Loucuras como as famosas rodinhas no meio do salão e porque não o desfile dos amigos levando no colo entusiasmadas senhoras, que no breque da marchinha eram jogadas para cima, fazendo a alegria delas e mais ainda daqueles que presenciavam tudo, alguns sem esconder o espanto.

Os bailes possuíam sim seus personagens e figuras carimbadas, onde me incluo juntamente com os meus primos,primas, amigas e alguns amigos. Sem dúvida uma das maiores atrações do baile, era o Seu Rafael. Essa figura emblemática sempre chegava ao baile acompanhado de diversas e belas garotas, entrava com todas, escolhia sua mesa e dizia de forma caricata, “Aí meu garoto!”. As meninas assim como o sexagenário acompanhante, eram também a atração da festa. Isso acontecia durante os 4 (ou 5 dias se contada a sexta) dias de folia, quando Momo em Parnaíba era feliz e não sabia.

Ao fim do baile, ao raiar do sol, íamos em grupos e quase a totalidade dos foliões, comer um lanche na Padaria Aurora, que em sua chapa, já tinha à nossa espera, diversos Mistos Quentes. E assim, Parnaíba descansava para o outro dia sob o Reinado do Momo. Nosso ritual se repetia até a terça-feira, quando ao término do último baile do ano, a banda que nos alegrava dava uma volta nas ruas do Centro Histórico e muitas das vezes, seus músicos, nos acompanhavam no balcão da Aurora.

Quando o CASA era minha casaEssas histórias de um carnaval parnaibano, são histórias de quem viveu e vive Parnaíba. Nós, que achávamos que tudo duraria para sempre, éramos inocentes como ainda são as antigas marchinhas, onde o Pierrot chora pelo amor da Colombina, e as lembranças dos carnavais de outrora ficam marcadas na mesma máscara negra.

Fica aqui minha homenagem a toda equipe do CASA, desde a Maria do Som, Aury, ao Dú, passando pelos tantos presidentes, chegando ao Bode o Pacheco e inúmeros outros que contribuíram para o “nosso ritual”. A vocês meu muito obrigado, por fazerem da minha adolescência algo prazeroso de ser relembrado. Aos que não viveram, fica um registro e um pouco da lembrança.

 

 

Texto: Leandro Daher

 

Leia também:
- Berro do Sexo Forte: Tradição, charme e alegria de volta ao Carnaval Parnaíbano
- O Galo Preto cantou e encantou quem veio brincar o pré-carnaval parnaibano
- SEU HOLMES, O SENHOR ME DESCULPA?

 

 

 

 

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SEU HOLMES, O SENHOR ME DESCULPA?

SEU HOLMES, O SENHOR ME DESCULPA?

Seu Holmes e Dona ArabelaSeu Holmes, o senhor está me ouvindo ai de cima, né?...desculpa tá. Tenho certeza que o senhor e a Dona Arabela estão vendo tudo, tudo, e viram que muita coisa não é mais nossa culpa. Não é, a gente ama muito tudo isso aqui também.

Quantas saudades, né seu Holmes, de quando chegávamos ao ainda artesanato e o Senhor dizia que carnaval se fazia com um pouco de cola (essas de farinha de trigo mesmo), jornal, tinta, imaginação e VONTADE. Quando aquele senhor de estatura baixa e de criatividade gigante começava, ninguém mais o segurava. Não precisavam de penas caras para a cegonha, papéis de bala de coco eram o suficiente... lembra quanta riqueza? Efeitos especiais, nada disso, o Senhor colocou um dinossauro na rua muito antes dos magos do cinema ou das grandes produções carnavalescas. E junto com o dinossauro vieram a tartaruga, os cabeções, o cavalinho, a zebrinha, a girafa etc. Até nós, já com o Seu Tito, montamos um cabeção, era horrível, mas acho que era mesmo para ser um MONSTRÃO.

Como esquecer o boizinho, primeiro medo de qualquer criança, depois sonho de qualquer uma delas, afinal, ser o boizinho era o que tínhamos de mais poderoso no desfile e nos blocos, naquele tempo era o boizinho que assustava e nos fazia muitas vezes chorar no carnaval.


Seu Holmes e seus cabeçõesPara que pensar um tema, um nome, se o bumbo vem com alegria da Vila Nova, pronto, era a turma do “Pé Vermeio”, o ingrediente era a alegria. E todos sambavam, desfilavam e se divertiam juntos. Prova disso é a Catarina dos Gatos, com seu coração gigante, está tudo bem por ai, né Catarina ? E assim a família foi sendo formada, e as referências carnavalescas também. Tínhamos a ajuda do Seu Tito, que ainda por muito tempo preservou a herança dos cabeções. A genialidade do Miguel com seus desenhos mais elaborados e a delicadeza da Jane e da Dna. Arabela. É tínhamos um norte, tínhamos uma família...e quanto mais se aproximavam as festividades do Momo, mais filhos e filhas o Senhor e a Dna. Arabela adotavam pacientemente, tudo em nome da tradição, tudo em nome da alegria, afinal de contas era CARNAVAL.

Catarina dos gatosHoje, muita coisa mudou, o senhor deve estar sabendo né?Mas não fique triste não, ainda temos muita gente que lembra e mais gente ainda com vontade de saber, nós vamos nos organizar, tá bom? Pede para o seu João Sant’Anna também não ficar bravo que a gente se “ajunta”, Seu Quirino é prova disso, deu certo, está dando certo e vai dar certo.

Ah Seu Holmes, mais um favorzinho só, manda um recado para o Henrique Preto ficar despreocupado também, tem muita gente nova que gosta muito do bumbo e a zabumba nunca irá se calar e se bobear a gente reativa o fogão de lenha com um caldinho.

Dona Arabela, a senhora também não precisa se preocupar, apesar da bagunça teremos algumas belas e charmosas moças para nos encantar no carnaval, tá bom, elas são fogo, viu.

Bonecos e BoizinhoBom, preciso ir, afinal ai em cima já deve estar tudo organizado, não é?Tem o samba com o Quirino e Henrique Preto, tem os cabeções e os boizinhos com o senhor, tem o destaque com a Jane, tem a Rainha e o Rei Momo com o Jango e a Xoxó, o Urco com seu pandeiro, tem marchinha com o Benê, Zé Português e o Zé da Lia, pelo jeito ai esta o Paraíso... por aqui vamos lutando e tentando porque ainda tem uma rapaziada boa e que vai levar um tempinho para subir. Ah Julinho, capricha nas fantasias.... Joãozinho Savóia, ai em cima vai ter desfile, se prepara!

Ah sim, depois meu avô transforma tudo isso em história na Quarta-feira de Cinzas, para RIR , tá Vô!! Nada de choro!

Ah Parnaíba, que beleza!..... Obrigado por me ouvirem!


Texto: Leandro Daher
Fotos: Acervo Zezinho Scarpa

 

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Gente da gente ?

brasileiro

Dizem que nunca podemos começar um texto nos justificando, mas como toda regra tem sua exceção, eu digo..SOU BRASILEIRO e me orgulho disso.

Aqueles que me conhecem há mais tempo sabe o quanto defendo o País, o Estado e a Cidade em que moro, soa às vezes até meio bairrista, mas sou assim, o que fazer? Gosto da pluralidade brasileira, da garra paulistana e do jeito parnaibano de ser.

Mas o que me incomoda e muito, é a mania que o povo brasileiro tem de sempre optar em quase todas as ocasiões por aquele que apresenta  uma certa fragilidade, pelo teoricamente mais fraco, explico.

Sei que muito de vocês odeiam o Big Brother, mas usá-lo-ei de exemplo, afinal não achei nada mais claro para explanar minha ideia.

Em todas as edições em que a Globo colocou “gente da gente” (rótulo imbecil) frente alguns “playboyzinhos” e “patricinhas”, os que supostamente eram “gente da gente”, tal participante  VENCEU. Lembrados? Sabem dizer quem ainda usufrui do prêmio? Quem ficou com a “vida tranquila” ou soube aplicar seus ganhos?

Não sabem? Pois bem, informo com prazer que muitos (daqueles que se mostraram “gente da gente”) se deram mal, cito dois casos para melhor elucida-los :

“BBB 2 - Com pouca experiência no mundo dos negócios, Rodrigo Cowboy admitiu que perdeu grande parte do seu prêmio em investimentos que não deram certo, como uma empresa de estampa para tecidos e uma de distribuição de calçados”.

“BBB 4 - Primeira mulher a vencer o "BBB", Cida já começou a ter problemas assim que saiu do confinamento. Um ex-companheiro entrou na Justiça exigindo metade do seu prêmio. Não levou, mas a fez gastar quase 10% da bolada com advogado e custas processuais. Em entrevista ao EGO, ela desabafou: "O dinheiro só me trouxe decepção”. Não gosto nem de lembrar. Levei muito calote".

Usei esses exemplos para mostrar que muitas vezes optamos por aqueles que achamos ser “gente da gente”, e isso pode ser um ERRO. Temos a tendência a achar que alguém assim, seja mais “próximo”, que entenda nossos anseios, nos identificamos com tal pessoa, e sempre achamos que a recíproca é verdadeira, só que nem sempre é.   Se tivermos  de optar, precisamos ser mais racionais e  faze-lo pelo melhor, pelo mais preparado, mesmo que às vezes você venha a “torcer” o nariz por não “identificar-se” com ele, ou com alguma postura do mesmo.

Quantos de nós, ao procurar por um profissional, já ouvimos “ele é chato, mas é bom”  ou “tem um jeito esquisito, mas entende da coisa”, ou pior ainda “tem cara de nerd mas é gente boa”? Quando “a nossa pele está em jogo”  sempre lutamos pelo melhor. Sendo assim, por que não podemos fazer isso com tudo?  Por que não lutar pela sociedade em que vivemos e não somente por causas individuais?

O brasileiro tem a mania de dizer que todos em Brasília são corruptos, mas não foram esses mesmo brasileiros culpados por eles estarem lá? Mais ainda, temos a “mania” de nos identificarmos (quando questionados) como HONESTOS, mas dizemos que a SOCIEDADE e o POVO em geral é “espertinho”, ou pouco honesto. Nós também não somos POVO ? Não somos nós que compomos essa mesma sociedade que acusamos?

Então, precisamos  quebrar esse paradigma. Vamos optar pelo mais preparado, pelo melhor, pelo que possui maior conhecimento ou pelo mais engajado na causa. Não adianta ser “o humilde”, “gente da gente” e não ter preparo para encarar e resolver os desafios. Vamos dar crédito para aqueles que batalharam de uma forma ou outra para obterem seus conhecimentos. Valorizar quem lutou, incentivando assim as próximas gerações a lutarem, se orgulharem por conhecerem. CONHECIMENTO e o SABER FAZER são as bases de uma sociedade mais JUSTA. 

Ah sim, se precisarem de um dentista, tenho um que é professor de odontologia na USP.

P.S. Este texto foi revisado por uma Doutora em Biotecnologia  pesquisadora  do Instituto Butantã que está meio brava comigo, mas que eu adoro assim mesmo.(=P)

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Minhas experiências 1 - Finanças.

financas

 

Confesso que das minhas muitas (ina) habilidades, a que mais se faz visível e facilmente comprovável, é a minha total falta de organização, principalmente quando estamos falando de finanças. Sou um completo desastre em organizar a minha vida financeira. E isso me prejudicou de várias formas.

Quando ainda era um assalariado, aquele que recebia seu rico dinheiro nos dias corretos, o problema era de certa forma contornável. Usando fortemente o que o capitalismo nos ensina, eu me virava, ou seja, sempre que faltava o banco me emprestava com juros nada amigáveis (algo que no momento não era computado pelo consciente matemático), mas eu “inocentemente” ficava feliz e a instituição ainda mais.

Existiram épocas que cheguei a ter oito (isso mesmo!) empréstimos no banco, isso acontecia muito no findar do ano e na proximidade da festa do MOMO. Sou fascinado pelo curto reinado do MOMO e seus prazeres. A festa durava no máximo 12 dias, as dívidas 12 meses.

Com a minha chegada ao mundo do FREELANCE, tive que reorganizar isso de forma absurdamente rápida e eficiente, o que me levou a horas, dias de conversas com aqueles que se mostravam organizados, além de dezenas de textos e vídeos do youtube. Disso tudo saíram algumas dicas  e duas planilhas, compartilho aqui as dicas:

1 - Gaste menos do que você ganha - conheça o seu salário e planeje-se, para     gastar um valor menor do que o que você recebe; (Isso é essencial, e também o mais difícil.);

2 - Corte os gastos supérfluos, como o uso exagerado do celular (Para mim, os problemas sempre foram os gastronômicos, etílicos e culturais)

3 - Tenha um controle mensal dos seus gastos - elabore uma lista com todas as suas despesas (É necessário um treinamento, isso é o que eu pratico mesmo hoje);

4 - Dedique um tempo para planejamento financeiro - reserve um período na sua agenda para se organizar financeiramente (no me caso, precisei aprender por si só, mas não é um bicho de sete cabeças);

5  - Faça uma lista de compras antes de ir ao supermercado, a feiras e shoppings - com isso, você evita gastos extras e desnecessários ( ou evite as lojas que você mais tenha apreço, no meu caso livrarias e especializadas em cervejas importadas);

6 - Tenha um bom controle das compras com cartão de crédito (tenha 1 no máximo 2 cartões, mas que a soma do limite dos mesmos não excedam 1/3 da sua renda);

7 - Evite o uso do cheque especial, uma vez que suas taxas são elevadas (apenas um conselho de quem já sustentou duas famílias com os juros do especial – EVITE);

8 - Prefira o pagamento à vista - assim, o salário dos outros meses não fica comprometido e ainda há a possibilidade de descontos com essa opção de pagamento (sempre que possível, mas sabemos que sempre isso se faz possível, então use o menor número de parcelas possíveis);

9 - Antes de aderir a um financiamento, calcule as taxas de juros - dessa forma, você será capaz de discernir se é um bom negócio ou não;

 

.  “Seja determinado com a organização de suas contas. Cumpra seu planejamento financeiro sem se desviar das suas metas.”

 

Os dois softwares para controle que estão me ajudando demais, estão aqui e aqui . Acreditem, vale muito o investimento.

 

 Acreditem, eu aprendi com a vida e com a dor e o medo de não cumprir com os meus dividendos, ainda sofro os resquícios daquela época, hoje graças a Deus, estamos a 98% daquilo que para mim é o ideal. Terei mais experiências para compartilhar, espero que curtam. 

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E o papo de boteco?

papo-de-botecoMuitos sabem o quanto sou apaixonado por tecnologia e seus derivados, mas infelizmente (e monetariamente impossível) não consigo acompanhar todos os lançamentos de gadgets que desejo e possuo mais do que necessito (mentira hoje são todos necessários). Tenho notado algo bastante recorrente nas famosas e intelectuais conversas de balcão que fez pensar que a tecnologia pode estar acabando com as calorosas discussões e consequentemente com a máxima “Vamos pegar mais uma”.

Há algum tempo atrás, discutir sobre filmes, músicas, séries e demais assuntos demandavam horas e mais horas, copos e mais copos e vários participantes que chegavam e saiam de um glorioso balcão. Agressivo para o fígado, mas ótimo para a memória.

Mas Leandro, onde você quer chegar ?

Explico, noto que (e de certa forma me incluo) as pessoas estão preguiçosas mentalmente. Hoje em outro tradicional balcão de bar, tudo é resolvido de forma precisa e rápida – com a resposta tão certeira quanto o golpe de um samurai -- e isso não tem nada haver com o nipônico proprietário do estabelecimento.

Culpa dos gadgets.

Ao iniciarmos mais uma rodada de cerveja, com ela surgem às dúvidas cinematográficas de um determinado filme, ano de lançamento, diretor e atores, essas coisas que testam nosso conhecimento cultural (O.O). E eis que antes de findar o primeiro copo, um dos nossos amigos saca do bolso um smartphone, acessa o IMDB e pronto...todas as informações estavam ali, foram somente lidas e não mais discutidas. Fim do assunto, a forma esterilizada da resposta, levou todos a notar a música que tocava em uma tv ali pendurada. Isso é The Who (um gole), não acho (outro gole), tem cara de THE SMITHS (outro gole)...sacado o celular, aproximado da tv...segundos depois...final de discussão...tínhamos a música, a banda, o álbum e o ano de lançamento, sem contar a possibilidade de adquiri-lo ali, naquele momento. Quão triste é isso. Nos tornamos todos preguiçosos mentais, não mais nos esforçamos para lembrar ou registrar a informação, hoje carregamos o mundo no bolso com todo o seu conhecimento. Resta-nos de forma saudosa ou mesmo difamatória falar da vida alheia, o que de certa forma nos aviva a memória, afinal comentar e lembrar que ciclano casou-se com fulana, quando ainda saia com beltrana, é o que nos restou. Acredito que falta muito pouco para o Google, o Bing ou mesmo um Facebook da vida, nos informar sobre isso de forma concreta, rápida e certeira.

Mas tudo bem, afinal de contas quando nos reunimos, todos querem levantar o dedo e apenas dizer uma coisa:

___ “Pega mais uma pra gente”.

******

Mãe : Até agora no bar ?
Eu : Como você sabe ?
Mãe : Sua irmã me mostrou no celular dela.
Putz, simplesmente me esqueci de que ao chegar ao balcão, antes mesmo de pedir a cerveja, fiz um check-in no Foursquare.
_________________________________________________________________

Agradecimento especial a Márcia Neiva (@spbutterfly) pela revisão e algumas sugestões que foram muito bem aceitas, trazendo uma coesão textual ainda maior.

 

Por Leandro Daher

 

 

 

 

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