Justiça Social

Justiça Social

Justiça SocialDepois que reencontramos o caminho da democracia e alcançamos razoável estabilização da economia, a grande tarefa que temos pela frente é a reforma social em nosso País. Sem ela, não alcançaremos, praticamente, qualquer dos objetivos por que clama a sociedade brasileira: uma economia moderna, um País respeitado no exterior e, sobretudo, uma nação mais justa.

Essa justiça social que devemos buscar, em termos clássicos é sem nenhuma subjetividade, a boa condução de Governo e a organização da sociedade buscando bem-estar e qualidade de vida. Trata-se, portanto, de promover condições, não só de democracia formal, mas de acesso às possibilidades do exercício das potencialidades de cada ser humano dentro de um quadro de democracia.

A experiência do Real deixou importante ensinamento sobre o processo de mudança: não devemos nos enganar pela ilusão do caminho fácil ou pela tentativa de buscar um atalho, para chegar mais depressa. Depois de mais de uma dezena de planos econômicos fracassados, só conseguimos derrotar a inflação quando resolvemos atacar o problema pela raiz, buscando eliminar as suas causas verdadeiras. O mesmo ocorre no plano social.

Não teremos êxito na luta contra a fome, a pobreza e as mais diversas formas de exclusão social enquanto não enfrentarmos suas reais causas, sem sensacionalismo nem demagogia, mas com obstinação e eficiência.

A construção de um Brasil mais justo pressupõe uma ação conjunta de toda a sociedade. Para a eliminação de políticos corruptos temos a arma mais adequada, o voto e, assim, com mais ação do Governo Federal, dos Estados, dos Municípios e também das organizações não-governamentais, dos sindicatos, enfim, de toda a sociedade organizada poderemos mudar a atual estrutura assimétrica e mexer com interesses cristalizados, que resistem porque eles detêm o poder. Isso não é uma questão de administração. É uma questão política.

Uma mobilização nacional é capaz de vencer o imobilismo conservador e promover uma estratégia conjunta, acima da dicotomia governo-oposição, das facções partidárias, dos interesses individuais. Se a sociedade, em vez de indiferença, manifesta impaciência crescente com a injustiça social; se a economia, em vez de tender à concentração, está direcionada para assegurar o poder de compra do trabalhador, para promover investimentos e gerar empregos, cabe ao Governo gastar mais e melhor na área social. A sociedade está cada vez mais ansiosa por resultados.

Portanto, não basta a verificação de que o Governo está gastando mais. O que importa é ver os resultados.

 

Texto: Celso Marcondes

 

celso-marcondes-80x100Perfil:

Celso Marcondes é Advogado, formado há 30 anos, atualmente é Procurador Jurídico da Câmara Municipal de Santana de Parnaíba

 

 

 

 

 

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